Pre-evento online, 8 a 9 de abril de 2021

os objetivos principais deste evento, 8 – 9 de abril de 2021 (realizado):

  • dar início ao Congresso Humanity / Humanities on the move adiado para abril de 2022 (infra)
  • contribuir para o tema das Migrações e Diversidade (mesa redonda) na European Humanities Conference (EHC), Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 5 – 7 de maio 2021

o parceiro comum é o International Council for Philosophy and Human Sciences (CIPSH – UNESCO)

Congresso Internacional, Braga – Portugal, 27 a 29 de abril de 2022

NOVAMENTE ADIADO devido à evolução da pandemia de COVID-19

organizado pelo EHum2M – Estudos Humanísticos em Migrações & Marginalização, grupo de investigação do Centro de Estudos Humanísticos (CEHUM) da Universidade do Minho, e pelos seus parceiros. Veja todo o Programa do Congresso 2022.

Humanity on the move

é o título do chamado Flagship Report de mais de 500 páginas (Berlin: WBGU, 2016): Já nada é imóvel no nosso planeta, e, acima de tudo, já quase ninguém fica no mesmo sítio. Hoje em dia é altamente improvável alguém nascido numa zona residencial, numa cabana ou numa mansão morrer também nesse lugar. Ele ou ela mover-se-á várias vezes durante a vida – de casa em casa, do campo para a cidade, de uma vila para uma metrópole, do país de origem para o país vizinho, de continente para continente, constantemente comutando, viajando, itinerante e … em fuga. Estas relocalizações da humanidade são instigadas pela busca da felicidade e realização pessoal, pela curiosidade, mas também pela lógica económica global, pelas situações de pobreza, violência, desordem política, conflitos militares e desintegração social.

Com a Humanidade em movimento, as Humanidades devem mover-se.

Esta é uma ideia lançada pela World Humanities Conference. Challenges and Responsibilities for a Planet in Transition (Liège 2017): Até à Segunda Guerra Mundial, as Humanidades estavam no centro do debate público e da arena política. Nas últimas décadas, o seu papel esbateu-se, ficando até marginalizadas. Devemos parar esta marginalização, reconfigurar as Humanidades e impor a sua presença na esfera pública.

Não se trata de demonstrar que as Humanidades são ‘úteis’, mas de determinar o seu alcance e como elas podem contribuir para a resolução dos principais desafios do terceiro milénio, lidando, entre outros aspetos, com a dissociação entre qualidade da vida e estilo de vida com utilização intensiva de recursos. O ponto de partida é uma definição alargada e reestruturada de qualidade de vida e prosperidade que vai para além dos fatores materialmente/economicamente ‘objetivos’, e que inclua também fatores ‘subjetivos’ como identidade, solidariedade, sentido de pertença, círculos de confiança social. Neste sentido, a investigação deve focar-se no quanto os processos complexos e altamente diversos de aprendizagem ao longo da vida presentes nas Artes, Línguas, Cultura e Literatura podem levar a mudanças em orientações individuais e em estilos de vida coletivos, em direção a uma vida sustentável, baseada na solidariedade; a investigação deve analisar formas de encontrar uma definição alternativa de ‘boa vida’, orientada, entre outros, para o conhecimento alimentado pelas Humanidades na sua capacidade de descoberta, de construção de conhecimento em formas sempre novas (Friedman, 2017: 347): como viver, viver junto em comunidades heterogéneas e em mudança, e preservar a riqueza da memória plural que é a âncora da consciência coletiva de pertença transcultural.

Friedman, Susan Stanford (2017). Both / And: Critique and Discovery in the Humanities. PMLA 132.2 (2017), 344-351