Entrevista a Ana Luísa Amaral (1956 – 2022)

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Fotografia de TSF

Esta entrevista, em jeito de conversa amena, teve lugar no contexto da conferência Womanart, em Novembro de 2022. A Ana Luísa encontrava-se ainda em Salamanca, após a emocionante cerimónia de outorga do Prémio Reina Sofia, a que se seguiu uma série de conferências e entrevistas. Apesar de estar assim ‘em trânsito’ e em plena apoteose de tudo o que este importantíssimo Prémio Iberamericano significa, a Ana Luísa nem por um segundo vacilou em deste modo estar connosco, como sempre esteve e sempre o fizera ao longo dos mais de trinta anos de amizade profunda, lealdade e companheirismo que nos ligou.

Sim, Ana Luísa, o ‘corpo, o cérebro, os braços, a mão, o pensamento, as emoções e o espírito, tudo isto é poroso ao mundo, existe numa camada que não é estanque ao mundo, que é porosa’.

Até sempre querida Amiga, e obrigada pelo tanto que nos deste.

Ana Gabriela Macedo

Leia a entrevista aqui!

Lançamento do Livro Mulheres, Artes e Ditadura.

O presente volume, Mulheres, Artes e Ditadura. Diálogos Interartísticos e Narrativas da Memória, tem uma matriz dupla. Integra uma selecção, dos textos apresentados na conferência WOMANART, realizada na Universidade do Minho no término do projecto de investigação homónimo, WOMANART – Mulheres, Artes e Ditadura. Os casos de Portugal, Brasil e países africanos de língua portuguesa. A partir de uma perspectiva multidisciplinar, constituiu o nosso objectivo primeiro dar visibilidade à presença e acção de mulheres artistas e escritoras desde a segunda metade do século XX até à contemporaneidade, em Portugal, Brasil e países Africanos de língua portuguesa. Paralelamente, este volume integra o que consideramos ser a ‘espinha dorsal’ do próprio projecto, constituindo o arquivo vivo que pretendemos preservar – um conjunto de narrativas na primeira pessoa, sob a forma de entrevistas e depoimentos de artistas e escritoras (Ana Luísa Amaral, Vera Duarte, Carmen Dolores, Ana Clara Guerra Marques, Emília Nadal, Irene Buarque, Mónica de Miranda, Ana Vidigal, Susana de Sousa Dias, Maria Clara Escobar), manifestando o vigor e a pluralidade dos diálogos interartísticos, aos quais quisemos dar corpo e voz. As organizadoras do volume integram um colectivo que dá pelo nome de GAPS – grupo de investigação em Género, Artes e Estudos Pós- coloniais, sediado no Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho.

Livro disponível aqui.

Exposição: MATÉRIA IMPRESSA. MATÉRIA NÓMADA

Museu Nogueira da Silva,

Braga15 Janeiro – 5 Março 2022

Matéria Impressa, Matéria Nómada pretende mostrar trabalhos em formatos como o livro e o postal, os quais encontram na mobilidade e na mutabilidade características centrais. Obras através das quais muitas artistas exercitaram um confronto mais ou menos explícito ou propõem uma revisão de certas narrativas totalizantes, tais como o papel das mulheres na sociedade, o capitalismo, a escravatura, o colonialismo, etc., que foram sustentadas e simultaneamente sustentaram os regimes repressivos e ditatoriais que vigoraram em Portugal e no Brasil. Uma exposição organizada no âmbito do projecto de investigação WOMANART – Mulheres, Artes e Ditadura. Os casos de Portugal, Brasil e dos Países Africanos de Língua Portuguesa, financiado pela FCT e a ser desenvolvido no Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho.

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Entrevista com Vera Duarte (por Joana Passos)

Entrevista realizado do âmbito da Conferência Internacional Womanart (18 e 19 de novemebro de 2021).

Vera Duarte é uma escritora cabo-verdiana com uma longa e prestigiada carreira. Foi juíza desembargadora, Ministra da Educação e do Ensino Superior e conselheira da presidência da República de Cabo Verde. É igualmente uma reconhecida ativista pelos direitos humanos (prémio Norte-Sul do Conselho da Europa, 1995). Além de poesia, também escreveu ficção, ensaios e crónicas. Recebeu vários prémios internacionais como o prémio Prix Tchicaya U Tam’si de poesia africana (em 2001), Prémio Femina para Mulheres Notáveis 2020 e Prémio Literário GUERRA JUNQUEIRO 2021. Foi eleita Patrona dos Colóquios da Lusofonia em 2016, e é membro da Academia das Ciências de Lisboa desde maio de 2017, ano em que também se tornou Membro da Academia Gloriense de Letras (Brasil). É Membro da Academia Cabo-verdiana de Letras.

Obras publicadas:

–  Amanhã Amadrugada (1993) – poesia

– O arquipélago da paixão (2001) – poesia (Prix Tchicaya U Tam’si)

– A Candidata (2004) – romance (prémio Sonangol de literatura)

– Preces e Súplicas ou cantos da desesperança (2005) – poesia

– A Palavra e os dias (2007) – crónicas

– Construindo a utopia (2007) – série de ensaios sobre direitos humanos

– A Matriarca – uma Estória de Mestiçagens (2017) – romance

– De Risos e Lágrimas (2018) – poesia

– Exercícios Poéticos (2010) – poesia

– A Reinvenção do Mar (2018) – Antologia poética – Contos Crepusculares (2021) – ficção

RETIRO DE FIM DE VERÃO – CEHUM – LATE SUMMER

Mosteiro de Tibães 6-7.9.2021

O Grupo de investigação em Género Artes e Estudos Pós-coloniais (GAPS) esteve presente no Retiro de verão organizado pelo Centro de Estudos Humanísticos (CEHUM) da Universidade do Minho com a apresentação de trabalhos desenvolvidos no âmbito do projeto Womanart, a saber:


As Mulheres nas literaturas africanas de língua portuguesa: da resistência ao projeto colonial do Estado Novo, à auto-afirmação cultural e às literaturas migrantes. Apresentado pela investigadora Joana Passos.

The making of art: tracing feminist processes through 20th Century artists’ books. Apresentado pela investigadora Márcia Oliveira.

Meninas adolescentes em busca da vida e da identidade na
literatura infantojuvenil, no contexto das ditaduras brasileira
e portuguesa – Lygia Bojunga e Alice Vieira
. Poster apresentado pela investigadora Renata Flaiban Zanete.

Para além disso, a Coordenadora do Projeto, Ana Gabriela Macedo, apresentou as últimas atividades e eventos realizados pela equipa Womanart.

Conferência Internacional WOMANART

Spot RUM – Rádio Universitária do Minho


É com imensa satisfação que divulgamos o programa da Conferência Internacional WOMANART – Mulheres, artes e ditadura. Portugal, Brasil e países africanos de língua portuguesa, a decorrer em regime misto (presencial e online) nos dias 18 e 19 de novembro de 2021.

Inscrições para ouvintes até dia 07/11 através do link: https://forms.gle/ccvQvcLZdjXZfdoV7

Taxa de inscrição para ouvintes: 20 € (isento para alunos, investigadores e professores da UM) – até 07/11

Taxa de inscrição para apresentação de trabalhos: 30 € (isento para alunos, investigadores e professores da UM) – até 07/11



Márcia Oliveira e Edma de Góis apresentam: “O livro de artista como arquivo feminista”

A Rama Plataforma apresenta, com muita alegria, a palestra O LIVRO DE ARTISTA COMO ARQUIVO FEMINISTA, com Edma de Góis e Márcia Oliveira.

A crítica de arte Griselda Pollock afirma que “um museu feminista não é um repositório de items identificáveis e expostos como algo ‘feminista’ (…) Não é uma perspectiva para colecionar coisas feitas por ‘mulheres’. É uma prática de trabalho, um laboratório crítico e teórico que intervém e negocia as condições de produção e, claro, o fracasso da ‘diferença sexual’ enquanto eixo crucial dos significados, do poder, da subjectividade e da mudança”.

Inspiradas no pensamento de Pollock, nesse encontro internacional entre Brasil e Portugal, possibilitado pelo modo remoto, Edma de Góis e Márcia Oliveira vão olhar para o livro de artista como um arquivo feminista, também compreendido como uma prática de arquivo da poética e da política da intimidade. Cecilia Vicuña, Louise Bourgeois e Lourdes Castro são algumas das artistas evocadas durante essa conversa que parte das artes, mas que nos instiga a pensar também sobre outros campos de produção de mulheres artistas.


Edma de Góis é jornalista e doutora em Literatura e Práticas Sociais pela Universidade de Brasília (UnB), com estágio na Universidade do Minho (Portugal) junto ao Grupo de Investigação em Género, Artes & Estudos Pós-coloniais (GAPS). Em sua pesquisa de pós-doc atual, estuda narrativas brasileiras contemporâneas e estratégias de leitura, a partir de categorias como livro de artista e curadoria. É professora colaboradora no Programa de Pós-Graduação em Estudo de Linguagens da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

Márcia Oliveira é pós-doutoranda em Estudos Artísticos/História da Arte no Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho. É pesquisadora do grupo em Género, Artes; Estudos Pós-Coloniais e integra o projeto de investigação Mulheres, artes e ditadura: os casos de Portugal, Brasil e países africanos de língua portuguesa (2018-2021). Foi visiting scholar na Rutgers University, EUA (2016). Mestre em Estética pela Universidade Nova de Lisboa, concluiu o doutorado na UMinho em 2013 com tese sobre arte e feminismo em Portugal no contexto pós-revolução.

Quando?
Sábado, 25 de setembro
das 10h às 12h

Essa conversa não tem como pré-requisito qualquer formação específica – é voltada para todos aqueles que se interessem pelo tema.
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