II Ciclo de Cinema WOMANART – NOVAS DATAS

No dia 24 de setembro retomaremos as sessões do II Ciclo de Cinema WOMANART, interrompidas devido ao Plano de Contingência ao COVID-19.

Veja as novas datas, que incluem uma sessão extra.

24 de setembro: Terceiro andar (2016). Realizadora: Luciana Fina.

8 de outubro: Que bom te ver viva (1989). Realizadora: Lucia Murat.

22 de outubro: Atrás de portas fechadas (2014). Realizadoras: Danielle Gaspar e Krishna Tavares.

|SESSÃO EXTRA| 5 de novembro: Diário de uma busca (2011). Realizadora: Flávia Castro.

Conheça as entrevistas com as realizadoras Danielle Gaspar, Krishna Tavares e Flávia Castro.

SINOPSES:

Kuxa Kanema (2003), Margarida Cardoso

Após a Independência de Moçambique em 1975, o novo presidente eleito, Samora Machel, criou como ação cultural o Instituto Nacional de Cinema (INC). Com unidades móveis, ele percorria as localidades do país para exibir o cinejornal Kuxa Kanema, nome com significado de “o nascimento do cinema”. O documentário reconstrói o trajeto vivido pelo INC, desde seu começo até sua decadência.

Tarrafal  Memórias do Campo da Morte Lenta (2011), Diana Andringa

O documentário recolhe as memórias do português Edmundo Pedro, um dos dois únicos sobreviventes do primeiro período no Campo de Concentração do Tarrafal, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde. O local também era conhecido também como o “campo da morte lenta”, e foi criado pelo governo português durante o Estado Novo. Construído aos moldes dos campos nazistas, era usado para aprisionar e afastar da metrópole de Portugal todos os presos problemáticos, como os portugueses contrários ao regime do período e nacionalistas de Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde, que lutavam contra a colonização portuguesa.

Terceiro Andar (2016), Luciana Fina

Em que língua é que vamos contar as histórias que nos foram contadas? Em que língua escrever uma declaração de amor? Centro histórico de Lisboa, Bairro das Colónias, terceiro andar. Fatumata e Aissato, mãe e primogénita de uma numerosa família originária da Guiné-Bissau, discutem o amor e a felicidade. Pelas sete da tarde, do terceiro até ao meu quinto andar, ressoa pelo prédio um som regular, sempre igual, como o bater do coração. O som sobe escadas e patamares, atravessa paredes, portas e corredores, habita as casas, as cozinhas e as varandas interiores.

Que bom te ver viva (1989), Lucia Murat

Ex-presas políticas da ditadura militar brasileira analisam como puderam enfrentar as torturas e prisões, relatando as situações e como sobreviveram a esse período, onde delírios e fantasias são recorrentes. O filme intercala cenas documentais com um monólogo ficcional, que é uma amálgama dos relatos e das memórias dessas corajosas mulheres.

Atrás de Portas Fechadas (2014), Danielle Gaspar e Krishna Tavares

Atrás de Portas Fechadas é uma investigação sobre fatores determinantes na construção das convicções politico-ideológicas de mulheres durante a Ditadura Militar no Brasil. Enquanto as mulheres das organizações de esquerda lutaram pela participação política e contra a repressão, as mulheres da elite brasileira deixaram seus lares apenas provisoriamente para defende-los da “ameaça comunista”. Esses eventos influenciaram o debate sobre o comportamento e a condição da mulher na sociedade brasileira.

Diário de uma busca (2011), Flávia Castro.

Outubro, 1984. Celso Castro, jornalista com uma longa história de militância de esquerda, é encontrado morto no apartamento de um ex-oficial nazista, onde entrou à força. A polícia sustenta que se trata de um suicídio. O episódio, digno de um filme de suspense, é o ponto de partida de Flavia, filha de Celso e diretora do filme, que decide reconstruir a história da vida e da morte do homem singular que foi o seu pai. É uma viagem no tempo e na geografia: a diretora volta aos cenários do exílio familiar, da ilusão e do fracasso de um projeto político. As vozes imbricadas de Celso (de suas cartas) e de sua filha constroem um retrato íntimo de uma relação marcada pela história e pela ausência.

II Ciclo de Cinema WOMANART – Sessão com Diana Andringa

No dia 5 de março de 2020 decorreu a segunda sessão do II Ciclo de Cinema WOMANART com a exibição do filme Tarrafal – Memórias do campo da morte lenta (2011), de Diana Andringa.

Contamos com a presença da realizadora que apresentou o filme e respondeu algumas questões colocadas pelo público.

A sessão foi conduzida pela investigadora do GAPS, Joana Passos.

II Ciclo de Cinema WOMANART

REPERCUSSÕES E IMPACTO DAS DITADURAS SÃO DESTAQUE EM CICLO DE CINEMA EM BRAGA

De 27 de Fevereiro de 2020 a 16 de Abril vai decorrer em Braga, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, a segunda edição do Ciclo de Cinema WOMANART. Depois de uma primeira edição dedicada sobretudo ao contexto português, desta feita serão mostrados olhares de várias realizadoras sobre questões da ditadura, suas repercussões e impacto, nos contextos Brasileiro e dos Países Africanos de Língua Portuguesa.

Este ciclo de cinema vai contar com filmes da autoria de Margarida Cardoso, Diana Andringa, Luciana Fina, Lucia Murat e Danielle Gaspar / Krishna Tavares. Os filmes apresentados evidenciam questões de memória, identidade e trauma decorrentes da acção do Estado Novo e da Ditadura Militar no Brasil, bem como do colonialismo Português em África.

O poeta e jornalista Luís Carlos Patraquim (jornalista do cinejornal Kuxa Kanema) é presença confirmada neste ciclo, onde vai comentar Kuxa Kanema (2003), de Margarida Cardoso (dia 27 de fevereiro).

De destacar ainda nesta programação, a presença da realizadora Diana Andringa e do escritor Luandino Vieira (dia 5 de março), que vão dialogar em torno do documentário Tarrafal – Memórias do Campo da Morte Lenta (2011).

A realizadora Luciana Fina também estará presente no ciclo de cinema para apresentar Terceiro Andar, obra de 2016, em diálogo com Vítor Ribeiro (programador de cinema da Casa das Artes de Famalicão).

O Ciclo de Cinema WOMANART é uma organização Grupo de Investigação em Artes, Género e Estudos Pós-Coloniais (CEHUM)  no âmbito do projecto de investigação Mulheres, Artes e Ditadura. Os casos de Portugal, Brasil e Países Africanos de Língua Portuguesa (financiado pela Fundação para a Ciência e tecnologia, PTDC/ART-OUT/28051/2017).

Local: Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, Braga

Sessões às 21h

Contacto: Joana Passos (jfvpassos@gmail.com)  e Laís Natalino (laisnatalino@ilch.uminho.pt)

SESSÕES:

27 de Fevereiro: Kuxa Kanema (2003), Margarida Cardoso, com a presença de Luís Carlos Patraquim, apresentado por Joana Passos e Margarida Pereira.

5 de março: Tarrafal Memórias do Campo da Morte Lenta (2011), Diana Andringa, com a presença da realizadora e do escritor Luandino Vieira.

12 de março: Terceiro Andar (2016), Luciana Fina, com a presença da realizadora e de Vítor Ribeiro (programador de Cinema da Casa das Artes de Famalicão).

2 de abril: Que bom te ver viva (1989), Lucia Murat, apresentado por Laís Natalino.

16 de abril: Atrás de Portas Fechadas (2014), Danielle Gaspar e Krishna Tavares com apresentação pelas realizadoras.

SINOPSES:

Kuxa Kanema (2003), Margarida Cardoso

Após a Independência de Moçambique em 1975, o novo presidente eleito, Samora Machel, criou como ação cultural o Instituto Nacional de Cinema (INC). Com unidades móveis, ele percorria as localidades do país para exibir o cinejornal Kuxa Kanema, nome com significado de “o nascimento do cinema”. O documentário reconstrói o trajeto vivido pelo INC, desde seu começo até sua decadência.

Tarrafal Memórias do Campo da Morte Lenta (2011), Diana Andringa

O documentário recolhe as memórias do português Edmundo Pedro, um dos dois únicos sobreviventes do primeiro período no Campo de Concentração do Tarrafal, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde. O local também era conhecido também como o “campo da morte lenta”, e foi criado pelo governo português durante o Estado Novo. Construído aos moldes dos campos nazistas, era usado para aprisionar e afastar da metrópole de Portugal todos os presos problemáticos, como os portugueses contrários ao regime do período e nacionalistas de Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde, que lutavam contra a colonização portuguesa.

Terceiro Andar (2016), Luciana Fina

Em que língua é que vamos contar as histórias que nos foram contadas? Em que língua escrever uma declaração de amor? Centro histórico de Lisboa, Bairro das Colónias, terceiro andar. Fatumata e Aissato, mãe e primogénita de uma numerosa família originária da Guiné-Bissau, discutem o amor e a felicidade. Pelas sete da tarde, do terceiro até ao meu quinto andar, ressoa pelo prédio um som regular, sempre igual, como o bater do coração. O som sobe escadas e patamares, atravessa paredes, portas e corredores, habita as casas, as cozinhas e as varandas interiores.

Que bom te ver viva (1989), Lucia Murat

Ex-presas políticas da ditadura militar brasileira analisam como puderam enfrentar as torturas e prisões, relatando as situações e como sobreviveram a esse período, onde delírios e fantasias são recorrentes. O filme intercala cenas documentais com um monólogo ficcional, que é uma amálgama dos relatos e das memórias dessas corajosas mulheres.

Atrás de Portas Fechadas (2014), Danielle Gaspar e Krishna Tavares

Atrás de Portas Fechadas é uma investigação sobre fatores determinantes na construção das convicções politico-ideológicas de mulheres durante a Ditadura Militar no Brasil. Enquanto as mulheres das organizações de esquerda lutaram pela participação política e contra a repressão, as mulheres da elite brasileira deixaram seus lares apenas provisoriamente para defende-los da “ameaça comunista”. Esses eventos influenciaram o debate sobre o comportamento e a condição da mulher na sociedade brasileira.