Seminário WOMANART #18 – Patrícia Vieira (Universidade de Coimbra – CES)

Dia 21 de fevereiro, às 11 h, na sala de reuniões do CEHUM, ocorrerá o Seminário WOMANART #18,com Patrícia Vieira do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra com a apresentação: “Cinema Português no Feminino: O Meio Ambiente na Filmografia de Noémia Delgado e Teresa Villaverde”.

Breve resumo:

Quais os contornos de um cinema português de mulheres? Existirá uma linguagem comum, temas partilhados, uma genealogia cinematográfica? Procurar-se-á aqui responder a estas questões através da análise da filmografia de Noémia Delgado e Teresa Villaverde, que representam dois momentos marcantes do cinema português contemporâneo: a transição do Estado Novo para a democracia e o cinema do Portugal globalizado dos anos 2000.  

Nota biográfica:

Patrícia Vieira é Investigadora FCT (Desenvolvimento) no Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra. As suas áreas de investigação são Literatura Ibérica e Latino-Americana, Humanidade Ambientais e Ecocrítica, Literatura Comparada, Literatura e Cinema, Estudos Pós-Coloniais e Teoria Literária. É autora dos livros “States of Grace: Utopia in Brazilian Culture” (Nova Iorque: SUNY UP, 2018), “Portuguese Film 1930-1960: The Staging of the New State Regime” (Nova Iorque: Bloomsbury, 2013), tradução revista de “Cinema no Estado Novo: A Encenação do Regime” (Lisboa: Colibri, 2011), e de “Seeing Politics Otherwise: Vision in Latin American and Iberian Fiction” (Toronto: Toronto UP, 2011). Co-editou os volumes “Portuguese Literature and the Environment” (Lanham: Lexington Books, 2019), “The Language of Plants: Science, Philosophy, Literature” (Minneapolis: Minnesota UP, 2017), “The Green Thread: Dialogues with the Vegetal World” (New York: Lexington Books, 2015), “Existential Utopia: New Perpectives on Utopian Thought” (Nova Iorque: Continuum, 2011) e “Imagens Achadas: Documentário, Política e Processos Sociais em Portugal” (2014). Está de momento a trabalhar num projeto que involve uma interpretação ecocrítica de literatura sobre a floresta amazónica e a preparar uma monografia sobre este tema: “Ecocritical Approaches to Amazonian Writings.” Está também a editar um livro intitulado “The Environment in Brazilian Culture: Literature, Cinema and the Arts” e um número especial da revista académica “Journal of Latin American Cultural Studies” sobre “The Amazon River Basin in Contemporary Latin American Culture.”

Seminário WOMANART #17 – Manuela Tavares (Universidade de Lisboa – ISCP)


Decorreu, nesta sexta-feira, 07/02, o Seminário #17 do Ciclo de Seminários WOMANART. Contamos com a presença de Manuela Tavares do Centro Interdisciplinar de Estudos de Género do Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas (ISCSP) da Universidade de Lisboa, com a apresentação: “Mulheres, Culturas e Revoluções”.

Breve resumo:

Pretende-se equacionar de que modo as revoluções, neste caso, a revolução francesa e a “revolução” do 25 de abril de 1974 em Portugal, produziram mudanças culturais facilitadoras de caminhos para os feminismos. De que modo a revolução francesa reforçou a dicotomia público-privado para as mulheres? De que modo, o 25 de abril de 1974, apesar de ter aberto campo para os direitos das mulheres não foi capaz de avançar para as questões ditas do “privado” como a violência contra as mulheres ou a despenalização do aborto? De que forma os tempos da ditadura em Portugal cercearam a criatividade e as ideias feministas que se desenvolviam em outros países na década de 1960? Analisar estas e outras questões é o percurso que se pretende dar a esta conferência.

Nota biográfica:

Manuela Tavares é Doutorada na área de Estudos sobre as Mulheres, com o tema “Feminismos na segunda metade do século XX em Portugal”, Manuela Tavares é investigadora integrada no Centro Interdisciplinar de Estudos de Género do ISCSP – Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas da Universidade de Lisboa, investigadora colaboradora no Centro de Migrações e Relações Interculturais da Universidade Aberta e coordenadora do Centro de Documentação e Arquivo Feminista Elina Guimarães. Foi também Membro da Comissão Promotora e da Comissão Organizadora do Congresso Feminista 2008, realizado em Lisboa na Fundação Calouste Gulbenkian, foi Membro da Comissão Organizadora e da Comissão Promotora do Seminário Evocativo do I Congresso Feminista e da Educação (2004), bem como Membro da Delegação de ONG’s Portuguesas à Conferência das Nações Unidas sobre Direitos das Mulheres em Pequim (1995), tendo sido Representante Portuguesa no Lobby Europeu de Mulheres entre 1992 e 1996, bem como Presidente da UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta de 1989 a 1996. É autora de diversos trabalhos sobre temáticas ligadas aos Estudos sobre as Mulheres, Estudos de Género e Estudos Feministas.

Seminário WOMANART #16 – Ana Catarina Pereira (Universidade da Beira Interior, LabCom)

A cadeira da realizadora: dos lugares inacessíveis na História da Arte, em Portugal

Falar da História do Cinema, em Portugal, é falar da História de uma arte que se desenvolve a cada ano, por todos os avanços técnicos e correntes estéticas que foram alterando e influenciando o seu desenvolvimento. Em Portugal, como em muitos países europeus, falar de História do Cinema é também falar do contexto político e de um período ditatorial que se prolonga por 48 anos, marcando todas as narrativas e imagens produzidas nesse tempo.

Estudar cinema português, de uma perspectiva autoral de género, e reflectir sobre quem são as mulheres que filmaram/filmam em Portugal é o principal objectivo desta apresentação, promovendo, desse modo, um olhar panorâmico sobre mais de um século de História. Em termos metodológicos, privilegia-se uma abordagem sociológica e quantitativa. Concentrar-nos-emos na identificação de mulheres que realizaram ficções de longa-metragem, em Portugal, pela conjugação de dois factores: a noção generalizada de um maior número de cineastas dedicadas ao documentário (género mais acessível em termos financeiros e de gestão de equipas menores), o que transforma a ficção num exercício disruptivo; e a própria importância da representatividade da mulher quando filmada por outras mulheres.

Ao centrarmos o nosso estudo em filmes realizados por mulheres, buscamos mais do que a arquetípica sensibilidade, composta por elementos místicos e uma essência indefinida. O que procuramos identificar é a partilha de uma vivência comum e/ou a denúncia da perpetuação de determinadas desigualdades de género. Nesse sentido, estudar mulheres-cineastas ultrapassa a canonização de traços identitários excludentes, estereotipados e socialmente rígidos, pressupondo, ao invés, a identificação de possíveis trocas de experiências (conceito recorrente nos estudos feministas por englobar, em si, subjectividade, sexualidade, corpo, educação e política), bem como a partilha de uma estrutura prático-inerte comum a todas as mulheres, que poderão, ou não, definir-se dessa forma.

Nota biográfica:

Ana Catarina Pereira é docente na Universidade da Beira Interior e doutorada em Ciências da Comunicação, na vertente Cinema e Multimedia, pela mesma universidade. É representante da Faculdade de Artes e Letras na Comissão para Igualdade da UBI e investigadora do centro LabCom. É licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa e mestre em Direitos Humanos pela Universidade de Salamanca.

É autora dos livros A Mulher-Cineasta: Da arte pela arte a uma estética da diferenciação (2016) e do Estudo do Tecido Operário Têxtil da Cova da Beira (2007). Co-organizou as obras Cinema e Outras Artes (I e II) (2019); Filmes (Ir)refletidos (2018); e Geração Invisível: Os novos cineastas portugueses (2013), entre outras. É autora de diversos artigos científicos publicados em revistas nacionais e internacionais. Já deu diversas conferências, acções de formação, workshops e masterclasses em Brasil, Espanha, Inglaterra e Suécia, entre outros países. Entre 2017 e 2019 foi directora do curso de Ciências da Cultura, da UBI.

Trabalhou vários anos como jornalista. Foi co-fundadora e directora da revista online Magnética Magazine e colaborou com as publicações Notícias Sábado e Notícias Magazine (Diário de Notícias), jornal I, revista Focus, entre outras. É regularmente convidada para ser júri de festivais ou fazer curadoria de exposições e ciclos de cinema. Sendo uma das fundadoras da Conferência Internacional de Cinema e Outras Artes, realizada anualmente, na Universidade da Beira Interior, é também coordenadora do GT de Estudos Fílmicos da SOPCOM.

Os seus interesses de investigação incidem em estudos feministas, estudos fílmicos, estudos culturais, pedagogia nas artes, cinema português e outras cinematografias minoritárias. Gere o site Universal Concreto, com informação actualizada sobre o seu trabalho: https://www.universalconcreto.org/

Seminário WOMANART #15 (EM REDE) – Victoria Torres e Cristina Wolff

Victoria Torres: Cine, guerra y género a través del ejemplo de la película argentina Fuckland (2000)

En el seminario analizaré la película  Fuckland (2000), escrita y dirigida por José Luis Marqués, partiendo de una realidad extra ficcional: el engaño del que fuera objeto toda la sociedad argentina durante la guerra de Malvinas y en los primeros años del postconflicto. Inicialmente revisaré la forma en que este largometraje, al que su director califica como perteneciente a la “ficción/verdad”, pone a funcionar la cuestión del engaño en casi todos sus niveles, activando así mecanismos que, por un lado, apuntan a crear un sentimiento patriótico en el espectador argentino y, por el otro, le generan incertidumbre y hasta rechazo al respecto, habilitando una perspectiva crítica necesaria y casi ausente en las representaciones culturales que abordan este importante hecho histórico de 1982. Posteriormente pasaré al segundo foco de mi análisis en donde trataré más en detalle las representaciones de lo femenino  y su función en el marco discutido en primer lugar, y finalmente intentaré establecer las coordenadas que podrían existir entre el producto cinematográfico de Marqués, la guerra de Malvinas y la cuestión de género.


Cristina Wolff em direto/ao vivo por webconferência – Gênero, emoções e afetos na política – ou de como a política é humana

Seminário WOMANART #14 – Ellen W. Sapega (Universidade de Wisconsin-Madison)

Retratos, paisagens, botões: O percurso artístico de Sarah Affonso

Breve resumo:

Com as duas exposições dedicadas à produção artística de Sarah Affonso (1899-1983) recentemente organizadas pelo Museu Calouste Gulbenkian e o Museu Nacional de Arte Contemporânea, torna-se possível, pela primeira vez, avaliar de forma abrangente a obra de Sarah Affonso, uma das artistas portuguesas mais originais da primeira metade do século XX. A sua atividade começa nos anos da República e a continua sob o Estado Novo. Embora a produção de Sarah Affonso não reflita explicitamente esta mudança de regime, é possível, no entanto, interpretar as diferentes fases da sua obra à luz do contexto sociopolítico.

Nota biográfica:

Ellen W. Sapega atualmente atua como diretora do
Institute for Regional and International da Universidade de Wisconsin-Madison. Suas publicações incluem artigos e capítulos de livros sobre modernismo português, memória, cultura visual e comemoração desde o final do século 19, literatura cabo-verdiana e o romance português contemporâneo. Atualmente, está trabalhando em um livro sobre representações visuais e literárias de Lisboa, Portugal, durante o final do século XX e o início do século XXI.

Seminário WOMANART #13 – Susana S. Martins (Nova de Lisboa)

Disciplinar e fugir. Olhares fotográficos femininos através da lente e da página

Breve resumo: A fotografia, tantas vezes entendida como espaço visual de confinamento e disciplina, encerra também inesperadas formas de futuro e de possibilidade. A partir de casos de mulheres fotógrafas e de mulheres fotografadas, entre as décadas de 1930 e 1970, esta sessão analisa de que modo a imagem fotográfica, em especial na página impressa, permite criar formas alternativas de subjectividade feminina e, ao mesmo tempo, redefinir os contornos de uma história da fotografia onde as mulheres tendem a ser tão celebradas quanto excluídas. Será dado particular destaque à questão do humor e da “fugitividade” das imagens, entendendo este conceito não apenas como o oposto da ideia de aprisionamento, mas sobretudo como um estado de recusa em “permanecer no seu lugar.” Neste sentido, sugere-se que essa recusa das imagens “fugitivas” pode ser silenciosa, mas constitui um continuado e resiliente esforço de liberdade. 

Nota biográfica: Susana S. Martins é Professora Auxiliar Convidada e Investigadora integrada do Instituto de História da Arte, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa. Doutorada em fotografia e estudos culturais pela Katholieke Universiteit Leuven (KULeuven), Bélgica, ensina actualmente na área da fotografia e das artes visuais. A sua investigação tem privilegiado a história e a teoria da fotografia na intersecção com o campo das exposições, das culturas editoriais e das identidades nacionais. Membro do grupo de Museum Studies, co-editou recentemente o número da Revista de História da Arte “The Exhibition: Histories, Practices, Policies” (2019). Tem participado em diversos projectos no campo dos estudos literários e artísticos, integrando actualmente a equipa do projecto FCT Fotografia Impressa: Imagem e Propaganda em Portugal. Publicou, com Anne Reverseau, o livro Paper Cities. Urban Portraits in Photographic Books (Leuven University Press, 2016) e é investigadora do Lieven Gevaert Research Centre for Photography, Art and Visual Culture.

Seminário WOMANART #12 – Iumna Maria Simon (USP)

Breve resumo:
Graças a uma forma de tal modo complexa e ousada, subjetiva e social, individualista e coletiva, A Rosa do Povo, de Carlos Drummond de Andrade, uma rara obra–prima da literatura brasileira, revela tensões novas e impresssentidas que, até hoje, tentamos identificar e nomear, pois foram além do debate político e ideológico de sua época. “Nosso tempo”, pertencente a este livro, é um poema que expõe a luta contra o nazifascismo na Segunda Guerra e o desejo de uma sociedade livre e igualitária num país regido pelo fascismo interno, mas submetido ao avanço da ordem capitalista mundial. O dilaceramento dessa posição amalgama  significações extra-artísticas tanto da experiência local quanto da descrição da subordinação da vida, da memória e do passado  (na sociedade patriarcal brasileira ) ao mundo do negócio, numa forma poética experimental e política. Pretendo apresentar a configuração artística e poética dessa  noção de engajamento na sua complexidade impressionante e contraditória.


Nota biográfica:
IUMNA MARIA SIMON é Professora Sênior do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada  da  Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), professora associada da Universidade de Campinas (UNICAMP), pesquisadora do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa).Suas pesquisas e publicações focalizam assuntos relacionados à história, teoria e crítica da modernidade, do modernismo, da vanguarda, da poesia moderna e contemporânea. É autora. entre outros, de Drummond: uma poética do risco; Poesia Concreta  (em co-autoria com Vinicius Dantas); Território da Tradução (Org.); Poesias Completas de Álvares de Azevedo. Edição crític a (Org.); Modernidade e tradição na literatura brasileira: diversidades regionais (Org.). Seus ensaios recentes têm se concentrado nas dimensões históricas e estéticas da poesia brasileira contemporânea, dos anos 1950 à atualidade.      

Seminário WOMANART #11 Ana Cristina Silva

Breve resumo:

A apresentação e discussão do romance “As longas noites de Caxias” como ponto de partida para a análise do papel das mulher na resistência antifascista, mas igualmente na PIDE. A ficção como instrumento particularmente relevante preservar a memória, na medida que permita a apreensão de uma época com base em mecanismos cognitivos e emocionais.

Nota biográfica de Ana Cristina Silva:
Ana Cristina Silva nasceu em Lisboa e é docente universitária no ISPA-IU. Doutorada em Psicologia da Educação, Escreveu até ao momento 13 romances: Mariana, Todas as Cartas (2002), A Mulher Transparente (2003), Bela (2005), À Meia-luz (2006), As Fogueiras da Inquisição (2008), A Dama Negra da Ilha dos Escravos (2009), Crónica do Rei-Poeta Al-Mu’Tamid (2010) e Cartas Vermelhas(2011, selecionado como Livro do Ano pelo jornal Expresso e finalista do Prémio Literário Fernando Namora), O Rei do Monte Brasil (2012, finalista do Prémio SPA/RTP e do Prémio Literário Fernando Namora, e vencedor do prémio Urbano Tavares Rodrigues) e A Segunda Morte de Anna Karénina(2013, finalista do Prémio Literário Fernando Namora). Em 2017, A Noite não É Eterna venceu o Prémio Fernando Namora. Em 2018 publicou o romance Salvação com a Parsifal e já em 2019 foi publicado pela Planeta o romance As longas noites de Caxias.

Seminário WOMANART #10 – Simone Pereira Schmidt

Resumo: A pesquisa que inicio agora desenvolve-se em torno do tema das escritas de resistência por mulheres, nos países africanos de língua portuguesa, no Brasil e em Portugal (enfocando especialmente os períodos de autoritarismo de Estado: o colonialismo salazarista e a ditadura militar no Brasil). Tomando, portanto, como mote o tema da resistência, neste texto pretendo abordar algumas das principais contribuições epistemológicas e políticas que o feminismo tem a nos oferecer, particularmente em contextos históricos regressivos, como o que se apresenta no Brasil atual, entendendo a potencialidade de resistência e transformação que práticas e teorias feministas representam, desde sua origem. Nas escritas de autoria feminina que pretendo enfocar, ainda que brevemente, revelam-se questões passadas e presentes onde se intersectam gênero, raça, classe e etnia, fazendo ressoar vozes de resistência ao patriarcado, às tiranias, às violências

Nota biográfica: Simone Pereira Schmidt é Professora Titular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Doutora em Teoria Literária pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e atua principalmente nos temas: estudos feministas e pós-coloniais/decoloniais, narrativas contemporâneas. Integra os seguintes grupos de pesquisa: Instituto de Estudos de Gênero (UFSC), LITERATUAL – Núcleo de Estudos de Literatura Atual; Estudos Feministas e Pós-Coloniais de Narrativas da Contemporaneidade (UFSC), Perspectivas pós-coloniais: literaturas e culturas em língua portuguesa (UFF) e Intersexualidades (Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa – Univ. Porto).